09/09/2015 - Câmara de Luiziana aprova lei que obriga município a disponibilizar vacina contra o HPV

A Câmara de Vereadores de Luiziana aprovou projeto de lei de autoria da vereadora Cristina Aparecida dos Santos (PDT), que obriga município a disponibilizar a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) gratuitamente às mulheres do município que necessitem de tratamento. A lei determina ainda à prefeitura a realização de campanhas de conscientização à população quanto à doença e suas formas de transmissão e prevenção.

“O HPV é vírus da família Papovaviridae, e pode ser responsável por vários problemas de saúde do ser humano. As doenças transmitidas pelo HPV são via sexual, não importando se foi ou não consumada a relação sexual, pois basta o contato entre a pele das pessoas para ocorrer a doença”, justificou a vereadora.

Cristina explicou que existem mais de 200 subtipos diferentes de HPV, entretanto, somente os subtipos de alto risco são relacionados a tumores malignos, dentre os quais o câncer de colo de útero. As características anatômicas do órgão sexual masculino permitem que as lesões que é o aparecimento de verrugas, sejam mais facilmente reconhecidas. Nas mulheres, porém, elas podem se espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, somente são diagnosticados por exames especializados como o Papanicolau.

“Alguns casos acabam evoluindo para um comportamento mais agressivo, pois as células perdem o controle natural sobre o processo de multiplicação, invadem tecidos vizinhos, formando um tumor maligno, ou seja, se transforma em câncer de colo de útero, que é o terceiro tipo de câncer mais comum no País, atrás apenas do câncer de pele e do câncer de mama”, emendou. O HPV é responsável por 95% dos casos de câncer uterino.

A vacina recombinante quadrivalente contra o HPV, além de prevenir o câncer de colo de útero, também tem ação profilática nos pré-cânceres vulvares e vaginais causados pelo HPV tipos 16 e 18, nas lesões pré-cancerosas vaginais e vulvares de baixo grau e nas verrugas genitais causadas por HPV tipos 6, 11, 16, e 18. Outro fator primordial para que a vacina contra o HPV seja incluída no programa de saúde publica, sendo disponibilizada de forma gratuita para as mulheres que dela necessitam, é o alto custo da vacina aprovada pela ANVISA, num custo médio de R$ 450 a dose.

A vacina é aplicada em três doses, a segunda dose dois meses após a primeira e a terceira dose seis meses após a aplicação da segunda. “Portanto, a prevenção desse tipo de doença através de um programa publico e gratuito de vacinação e imunização é condição para a saúde da mulher e por extensão de toda a população, destacando na presente propositura a natureza de forma fundamental de proteção à saúde e medida que se desenvolve na preservação da vida, sendo de toda pertinência estabelecer um programa regular de vacinação da população feminina em risco, de forma a inibir a propagação dessa doença”, acrescentou Cristina.

Assessoria Acamdoze

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