12/09/2017 - Acamdoze questiona Sanepar sobre reajuste da tarifa de água

A Associação das Câmaras Municipais da Microrregião Doze (Acamdoze) encaminhou ofício ao diretor presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Cesar Augusto Carollo Silvestre, questionando o reajuste de 25,63% da tarifa de água, valor sugerido pela Agência à Sanepar.  O requerimento foi apresentado em assembleia da Acamdoze pela Câmara de Araruna. Todos os vereadores assinaram o documento.  Conforme a Agepar, o aumento foi parcelado em oito anos, sendo que a primeira parcela venceu em 2017 com índice de 8,53%, ficando os reajustes futuros em 2,11% acrescido da inflação.

Entre as informações destacadas no ofício está a que até o ano passado a Sanepar informava que o consumo mínimo teria quer ser de 10 m³, pois era a quantidade necessária para fazer a manutenção da empresa. Porém em 2017 a empresa diminuiu a tarifa mínima para 5 m³, mantendo os valores. “Mas a necessidade não era de 10 m³”, questionam os vereadores.

Os parlamentares querem saber ainda porque o consumidor não pode pagar por metros cúbicos de consumo de água, dentro de uma faixa de valor, sem impor um consumo mínimo que antes era de 10 m³ e agora em 2017 passa para 5 m³. “A informação é de que o aumento praticado foi de 8,53%, nos parece equivocado. Seria justo pegar o consumo de até 10m³ que tinha o valor de R$ 33,74, achar o valor por litro, que é de R$ 3,37, e aplicar o índice de aumento de 8,53%, elevando para R$ 3,66 por metro cubico de água”, observam.

De acordo com o vereador de Araruna, Wagner Malaco, um dos propositores do requerimento, a Câmara quer saber como e porque o aumento foi autorizado. Uma das indagações dos vereadores é que a Sanepar obteve em 2016 um faturamento de cerca de R$ 628 milhões (lucro líquido), sendo uma das empresas que mais arrecadou no período. “Eles alegam que o reajuste é para manter os custos e o funcionamento dos serviços da Sanepar, mas com os lucros obtidos em 2016 acho que não seria necessário todo esse aumento”, afirmou.

Malaco destacou também que além de a Sanepar diminuir a quantidade de metros cúbicos utilizados pela população, manteve o valor que era cobrado por 10 m³. “Isso não me parece justo com a população, principalmente considerando o lucro exorbitante de 2016. Muitos moradores dos municípios da região, que utilizavam a tarifa mínima de água estão sendo prejudicados”, lamentou.

Assessoria Acamdoze

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